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   ADVOCACIA: SINOPSE
 A vida jurídica esteve sempre no meu dia a dia, eis que, inicialmente, a carreira de Oficial da Polícia Militar, requer um conhecimento e a prática de normas do direito, a todo momento, mormente as do Direito Penal e observância dos direitos individuais, segundo a Constituição Federal. Ainda no limiar da carreira militar, quando era 2º Tenente, em Maringá, no 4º Batalhão PM eu senti a necessidade de fazer um segundo curso superior, haja vista que o próprio Curso de Formação de Oficiais era considerado superior mas, eu queria ir mais longe e o aperfeiçoamento individual sempre foi uma busca obstinada minha ao longo da vida. Naquele momento pensei: não quero fazer Direito, pois não poderei advogar (Oficial da PM não pode advogar e nem ter firma individual, etc., (ou seja: dedicação exclusiva!) e também, não queria ser Delegado de Polícia, pois era uma das opções fortes em 1975. Diante desse imbróglio, optei por fazer o curso de Matemática, licenciatura plena, na Universidade Estadual de Maringá. Que escolha hem? Enfrentei um curso extremamente exigente, eis que na minha sala havia estudantes de Engenharia Civil , Engenharia Química, Física, Química, etc., para enfrentar as tais disciplinas de Cálculo I, II e III, terror dos universitários. Porém, fiz o vestibular e passei e entramos em 40 calouros na Matemática. Minha carteira de professor registra que sou professor de Geometria e Matemática. Avançando na carreira militar e após 02 anos, vislumbrei que, para o futuro, eu devia mesmo era fazer o curso de Direito. Face a minha persistência, resolvi terminar o curso de Matemática e o concluí, em 1979 e nos formamos apenas em 4 formandos, dos 40 que entraram na turma original. A seguir fiz o vestibular de Direito na própria Universidade Estadual de Maringá e passei para enfrentar mais 05 anos de carteira escolar universitária. Mas, a vida é assim mesmo: tem que enfrentar. No curso de Matemática fui representante estudantil junto ao colegiado de curso. Fui eleito pelas turmas de Matemática e posteriormente a de Direito, para ser candidato a Orador oficial dos cursos no concurso de Orador Oficial de formatura da UEM. Participei, portanto dos dois concursos a Orador Oficial da UEM. Como Oficial da PMPR me destaquei nos cursos, por ter boa amizade e respeito com todos e os colegas sempre prestigiaram um militar para representá–los e ainda fui o presidente da Comissão de Formatura de Direito. Agradeço aos colegas pela distinção. Como Capitão PM terminei o curso de Direito, em 1985 e a solenidade de formatura se deu em 1986.
E nosso paraninfo geral foi o empresário Antônio Ermírio de Morais, de São Paulo. Decidido a não guardar os livros nos armários, continuei estudando e fiz alguns concursos para Promotor de Justiça e Juiz de Direito, no Paraná, Minas Gerais, Rondônia e São Paulo. Em Minas Gerais, para Promotor de Justiça, participei de quatro etapas do concurso, sendo aprovado até o final e participando da prova oral, não logrei êxito, mas a bola bateu na trave, aos 48 minutos do segundo tempo. Igualmente aconteceu no Paraná, no Concurso para Juiz de Direito, quando passei em todas as fases e no último chute do jogo, a bola de novo, bateu no travessão e não entrou. Muitos amigos me diziam que eu não passei por conta dos 20 anos de serviço público que eu tinha e, depois, eu trabalhava o dia todo no Batalhão e não tinha muito tempo para estudar. Mas não me arrependo de não ter passado, pois, com orgulho e dignidade encerrei minha carreira militar na ativa, como Major PM e sempre fiquei ao lado de minha família. Mas, ainda como Capitão PM fiz parte da 1ª Turma da ESCOLA DE PREPARAÇÃO À MAGISTRATURA, em curso que durou um ano e meio, na UEM e no Forum. A carreira jurídica, em 1989 me deu mais uma preciosa experiência. Um amigo meu, Promotor Público de Maringá, me convidou para dar aulas em seu lugar, na disciplina de Direito Penal na Universidade Estadual de Maringá. Pensei, pensei e lá fui eu enfrentar mais esse desafio. Dei aula durante 06 meses e a seguir fiz o concurso de Professor Colaborador, passei e fiquei mais 01 ano na UEM, dando aulas de Direito Penal e Introdução ao Direito. Concomitantemente, passei a dar aulas no Cesumar onde fiquei nada menos que 14 anos, como professor, de 1990 a 2004, ou seja, desde o início de funcionamento do Cesumar lá estive, como figurante da 1ª Turma de Professores dessa instituição de ensino. Dei aulas para turmas de Processamento de Dados, Ciências Contábeis, Administração de Empresas (Direito Público e Privado) e a partir de 1995, com a criação do curso de Direito, dei aulas para esse curso, de Direito Penal, Direito Constitucional, etc. Para os alunos das faculdades Maringá eu proporcionei dois momentos inesquecíveis: levei–os para visita ao presídio na 9ª Sub–Divisão Policial de Maringá e eles entraram nos corredores da cadeia, conversaram com os presos, entraram nas viaturas, no camburão, etc., e a orientação preliminar era a de que as alunas deveriam ir de calça jeans, sem maquiagem, etc. e o outro momento se deu em excursão (viagem de estudos) que organizei em viagem a Curitiba, para visita ao Palácio da Justiça, Penitenciárias, Academia Policial Militar do Guatupê e Escola da Polícia Civil de Curitiba. Na Polícia Civil tive uma surpresa pois a Diretoria organizou um treinamento de tiro para os acadêmicos e eles deram tiro de revólver, escopeta, metralhadora, etc. Portanto, uma experiência inesquecível. Em 1995 passei no concurso para fazer o MESTRADO EM DIREITO PENAL na UEM e fiz parte da 1ª Turma do Mestrado. Minha tese do curso foi o “Peculato:crime do Funcionário Público”. Para elaborar a monografia fiz pesquisas na Universidade Federal do Paraná, em Curitiba, no curso de Direito da USP, no Largo da Ordem, em São Paulo, na Faculdade Mackenzie de SP e também no Tribunal de Justiça de São Paulo. Como professor de Direito Penal e Mestrando em Direito Penal também, fui associado do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais, com sede em São Paulo, membro do Instituto de Direito, com sede no Rio de Janeiro, membro da Associação dos advogados de Maringá e participei de vários congressos nacionais em São Paulo e no Rio de Janeiro. E com meu título de Mestrando em Direito contribuí para a criação dos cursos de Direito do Cesumar, das Faculdades Maringá e do Cesufoz, de Foz do Iguaçú. Finalmente, em 1996, decidi, muito cedo, a me retirar da vida ativa da Polícia Militar do Paraná (fui para a Reserva Remunerada que, na vida militar tais palavras significam aposentadoria), após 25 anos de efetivo serviço na Corporação, atuando sempre na área da Segurança Pública. Saí da ativa da PMPR já com objetivo traçado: praticar a advocacia. Porém, em 1996 me dediquei à minha candidatura a vereador, em Maringá e a Deputado Estadual em 1998, pelo partido PRONA, do Dr Enéias e em 1997 obtive a minha carteira de advogado e passei a advogar em Maringá, em todas as áreas do Direito. Nessa fase inicial da advocacia eu registro meus agradecimentos a dois advogados maringaenses que muito me ajudaram: Anibal Bim (já falecido) e Emilio Picioli. Como advogado participei da Comissão de Meio Ambiente e Recursos Naturais da OAB/PR/Maringá, na gestão 2007/2009. Fui também representante da OAB/Maringá no Conselho Municipal de Defesa do Fundo do Consumidor, do PROCON de Maringá e depois fui presidente desse Conselho Municipal, por 04 anos, contribuindo significativamente para o crescimento e funcionalidade do Procon de Maringá. Participei dos jogos dos advogados na modalidade de futebol suíço e fui campeão por 03 anos (tricampeão) e devo registrar, modestamente, que fiz o gol da conquista do meu time no 1º campeonato dos advogados. Ainda como advogado exerci o cargo de Presidente do Instituto da Árvore de Maringá, por 02 anos, na gestão 2008/2010. Como advogado dei muitas entrevistas em emissoras de rádio e televisão de Maringá e Sarandi, abordando assuntos jurídicos. Pelo fato de ser Oficial da Polícia Militar, muitos clientes me procuram para representá–los no Poder Judiciário tendo em vista a seriedade, respeito e transparência que sempre demonstrei em toda minha vida em Maringá, qualidades estas que agradeço a Deus, por proporcionar tais exemplos de vida.
Data: 11/04/2013 Fonte: Arquivo pessoal

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